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Fátima Lopes revela princípio de esgotamento

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Numa publicação no blog “Simply Flow”, a apresentadora da TVI contou ter sofrido um esgotamento recentemente.

As revelações chegam depois de confirmada a morte do ex-ator Pedro Lima, que está associada a um possível estado depressivo.

Assim, no seu blog pessoal, Fátima Lopes destaca que “a partida de Pedro Lima desencadeou uma série de reflexos”.

“Eu própria, no início de 2018, passei por uma situação complicada por excesso de trabalho. Estava a fazer três programas, as minhas semanas eram de sete dias e os meus dias de trabalho ocupavam 14 horas. Passava parte do tempo fora de Portugal, pouco via os meus filhos, não tinha tempo para mim, nem para os meus, nem para fazer nada daquilo que me permitia descomprimir. Quando dei por mim, comecei a sentir uma tristeza profunda, uma falta de energia e uma série de sintomas que foram tudo menos agradáveis: tonturas, falta de energia, sensação de desmaio, cabeça oca, insónias e falta de vontade para tudo. Tive a capacidade de reconhecer que precisava de ajuda e imediatamente procurei o meu médico de família”, recordou a apresentadora, de 51 anos.

Nessa altura, o médico da família terá diagnosticado um burnout, provavelmente causado pela vida profissional intensa que levava na altura. “Fui medicada, porque precisava mesmo de ajuda química. Foram-me, ainda, dadas as ferramentas e as indicações necessárias para superar aquela fase que eu estava a viver. Uma fase que nada tinha a ver com infância e/ou adolescência, ou com coisas mal resolvidas nessas fases da minha vida. Não, isso não representava nenhuma dor para mim. Tinha a ver, sim, com excesso de trabalho, com exaustão, o que acabou por me arrastar para um quadro depressivo. Foi, também, nessa altura que fiz, finalmente, o luto do meu divórcio. Embora fosse um divórcio escolhido pelos dois, não deixava de ser uma decisão dolorosa. Aliás, se não fosse dolorosa, alguma coisa estava mal, porque, quando as pessoas se casam, casam, porque têm um projeto em comum, partilham um sentimento muito forte e querem viver determinadas coisas juntas. E, se é preciso quebrar esse sonho, é porque esse projeto não vingou. E, portanto, há uma série de sentimentos associados, como a tristeza, que são absolutamente normais e que têm de ser vividos.”

A comunicadora revelou as soluções encontradas e que a ajudaram: “A capacidade que tive de reconhecer que precisava de ajuda, de ir ter com o meu médico de medicina geral e familiar, de permanecer com a minha psicóloga, de ir trabalhar a parte espiritual, de cumprir, à risca, tudo o que me indicaram, fez a diferença. O meu médico, por exemplo, disse-me: ‘Faça só as coisas que lhe dão prazer, não se obrigue a nada, não esteja com pessoas que, para si, são tóxicas, não atenda telefonemas de pessoas que sabe que não vão fazer outra coisa senão sugar-lhe energia, cansá-la, aumentar-lhe as preocupações. Escute-se, coloque-se dentro de uma redoma e só deixe entrar aquilo que lhe faz bem e as pessoas que sabe que lhe fazem bem’. E eu levei tudo isto à risca! Fazia algum yoga, pouco, porque também não sentia grande capacidade física, nessa altura, fazia meditação, também apenas o que conseguia, e aceitava a minha condição humana. Às vezes, queremos mais, mas não conseguimos.”

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