Famosos

Ana Garcia Martins relembra irmão que morreu em acidente de carro

Gostou do Artigo ?
Subscrever Notícias do Dia

Quando Ana Garcia Martins tinha 18 anos, o seu irmão faleceu num acidente de carro. Através do seu blogue oficial, contou um pouco de como aconteceu e como se estava a sentir.

A comentadora do ‘Big Brother’ começou por escrever: “(…) Chamava-se Tiago e morreu há sete anos, num acidente de automóvel. Eu tinha 18 e, nessa altura, uma pessoa de 22 anos parecia-me ser já uma pessoa muito mais velha, com imensas responsabilidades”.

Recordando o dia, revelou: “É a primeira vez que falo dele neste blog, o que é normal. Tento que este espaço seja divertido (atenção, eu disse “tento”), e este assunto não é, de todo, animado. Mas hoje apetece-me, estou assim-assim, talvez seja por isso. Cá em casa não se fala muito nele. É normal, acho que ainda está tudo um bocado em estado de choque, mesmo que já lá vão sete anos”.

Ainda acrescentou: “Para mim, foi ontem que o telefone nos acordou às três da manhã, que a minha mãe desatou aos gritos, que o meu pai se voltou a deitar, sem dizer nada, e que eu fiquei ali, de pé no quarto dos meus pais, sem saber qual deles atender primeiro. Lembro-me perfeitamente de as pessoas nos entrarem em casa madrugada fora, das cenas de gritos e choro, de eu adormecer e acordar cedo a pensar que tinha sonhado. De saltar da cama, de perceber que era mesmo a sério, de ir ao sítio do acidente e aí sim, deparar-me com a realidade e com a irreversabilidade da coisa”.

“Um carro completamente destruído, toda a gente a agarrar-me. Deviam estar com medo que me desse uma coisinha má e eu caísse ali redonda, mas eu só queria ver. Acho que não há um único dia em que não me lembre disso. Tenho medo de me ir esquecendo das feições, da maneira de ser. Às vezes olho-me ao espelho e fico assustada com semelhanças que nunca tinha visto antes. O que aconteceu é de uma tristeza que não se pode imaginar. Vejo como os meus pais envelheceram dez anos, como perderam tanta alegria e consome-me saber que terão que viver com aquela dor para sempre. Não há injustiça maior”, disse.

Gostou do Artigo ?
Subscrever Notícias do Dia

“Esforço-me por não me esquecer do tom de voz, da paixão pelo Benfica, pelos ataques de parvoíce típicos dos irmãos mais velhos, pela mania irritante de quem acha que sabe tudo e tem sempre razão, pela aversão à Matemática. Quando me perguntam se tenho irmãos a tendência é sempre para dizer que não. Explicar a história é complicado, as pessoas ficam constrangidas e, a maior parte das vezes, acabo sempre por levar com um ‘vê-se logo que és filha única’. Já me habituei e não ligo”, concluiu.
Deixe o seu comentário: